quinta-feira, 20 de agosto de 2009

20---décimo segundo dia - Natal-Olinda

Saimos de Natal pela hora do almoço e em João Pessoa só fomos até a Ponta do Seixas pra algumas fotos e partimos por uma estrada litorânea muito linda em direção a Olinda. Por esta estrada a genbrte passa em uma cidade muito antiga, Taquara e depois já na divisa de estados entramos na BR-101 completamente detonada, com um tráfego incrível de caminhões e depois de muito sufoco chegamos em Olinda lá pelas 19 horas. O reencontro com
o Raposo se deu da maneira mais maluca: passando pela avenida litorânea eis que surge no meio da pista o personagem em questão, gritando e abanando os braços. Foi como encontrar um familiar, um motociclista sabe bem a tristesa e a decepção de ter uma viagem abortada por problemas mecânicos, e ainda mais no início. Obrigado Raposo, nosso amigo Dodjão, por ter se aventurado sozinho por 3 mil km pra nos reencontrar. Você traduz o verdadeiro espírito aventureiro do motociclista nato, e nos orgulha tê-lo como amigo.
No momento, estou postando de um laptop emprestado pelo Roberto, amigo do Netinho, direto do hotel 5 Sóis. Fiquei aqui sozinho enquanto os demais loucos foram passear. Minhas fotos estão em CD, e como estou apanhando do micro, fica pra depois.
Acho que ficaremos aqui até amanhã pra então partir pelo litoral, já voltando pra casa. Estou com saudades da véia, até porque dia 18 fiz 30 anos de casado e o beijo foi telefônico. Tô voltando!!!!

19---décimo primeiro dia - Canoa-Natal






















Ficaríamos um dia mais em Canoa Quebrada, mas depois de receber uma ligação do Raposo dando conta que estava próximo a Olinda, a vontade de reve-lo falou mais alto e partimos ao meio dia. Veríamos Mossoró, onde Lampião sofreu sua única derrota, mas os companheiros não quiseram entrar, seguimos então pra Natal, onde passamos a noite, passeamos um pouco pela orla e fomos dormir pra seguir cedo nossa saga. Tentei diversas vezes contatar (sem sucesso) meu amigo Muniz, que me havia prometido uma carne de sol com macaxeira, mas na impossibilidade da materialização do contato, fomos dormir. Não me esqueçerei de voltar pra cobrar esta iguaria, Muniz. Me aguarde para breve.

18---décimo dia - Enfim Canoa Quebrada




Em Canoa Quebrada ficamos em uma linda posada com piscina e um visual lindo. Remendada a moto com silver tape e vários engasga-gato, pois o painel havia ficado solto, com faróis e bolha completamente frouxos.
Como chegamos antes do amoço do nono dia, curtimos piscina e falésias, saindo no décimo dia após o almoço. Encontramos uns malucos de kombi rodando as américas e os lindos geradores eólicos que estão cada vez mais se tornando comuns pelo nordeste.
As postagens anteriores fora feitas pelo Netinho e não foi citado que em Jeremoabo recebi uma ligação do Raposo, que havia ficado com a GSA fundida em Mucugê, dizendo que estava partindo de Sampa com uma moto nova pra nos encontrar, e os dias que se seguiram foram urgenciados um pouco pela ansiedade de rever o companheiro.

17---Oitavo dia-Coisa de doido...




No sétimo dia resolvemos ir até São José do Belmonte, onde pernoitamos. Não consegui fazer os amigos se animarem a visitar a Pedra do Reino. Foi a primeira visita deixada pra próxima viagem. Seriam 30 km de terra, e como já havíamos feito 130 km sem pavimento nos dois dias anteriores, inclusive a travessia do Raso da Catarina, a turma estava meio desanimada. Seguimos então pra Juazeiro do Norte, onde vimos a estátua do Padim Ciço e tocamos em frente, rumo a Canoa Quebrada, que era o nirvana para os derrubados aventureiros. Quando chegamos nas proximidades do enorme açude de Orós, aqui conhecido como Castanhão, já escuro início de noite, ia à frente o Tio e eu logo atráz uns 10 metros. De repente vejo algo como um pano saindo da frente da moto do Tio e ele num esforço enorme segurando a moto pra não cair. Logo tive a resposta: ele havia atropelado um jegue e não caiu. Paramos brancos de susto e fomos conferir: o jegue jazia mortinho da silva. Dai em diante ele seria conhecido como jeguekiller, e de prejuízo real, só o farol quebrado. Inacreditável. Resolvemos então entrar em uma cidadezinha chamada Jaguaribara, onde pernoitamos. Posada horrível, mas pra nossos corpos cansados foi um oásis.

sábado, 15 de agosto de 2009

16---Sétimo Dia - A História ao contrário .. da morte ao nascimento

























































De barco até o rio abaixo, chegamos ao ponto em que tivemos que andar mais 680 mts. entre a mata (trilha) para chegarmos a Grota do Angico, local da morte do Lampião ... dai partimos para a estrada novamente seguindo por Delmiro Gouveia, Paulo Afonso, Petrolândia, Floresta e enfim chegando a terra do seu nascimento, Serra Talhada - PE.
Em Serra Talhada fomos à cata de um velho perseguidor de Lampião, Tenente João Lira que nos falou por 3 horas sobre aqueles tempos. Depois de nos perdermos pelas estradinhas de terra, conseguimos localizar a tapera onde Lampião morou algum tempo com sua tia e onde aprendeu a ler e escrever. Daí, mais procura pela casa onde nasceu e foi criado, com direito a caminhada pela caatinga a pé, com ajuda de alguns sem terra assentados no meio do sertão.
Nossa alimentação aquele dia foi algumas bananas, queijo de coalho e queijo de manteiga, um pouco de farofa de bóde e água. Uma delícia!!!!!!!!!!!















15---Sexto Dia - Raso da Catarina












Saímos de Canudos, e enfim passamos pelo tão falado Raso da Catarina, e chegando a Jeremoabo, paramos para almoçar e quando amarramos as nossas mulas bem em frente ao restaurante, conhecemos uma figura ilustre, que viraria a senha de nossa viagem dai em diante, LULINHA ... obrigado caro amigo, pela recepção, lhe aguardamos em São Paulo ... Deixamos aqui um grande abraço ... dai a São Francisco do Canindé - SE, foi um tiro ... Conseguimos chegar em Piranhas - AL, atingindo o nosso objetivo e chupando um caju já na pousada do Lampião.



14---Quinto Dia - Um pouco de História























Saímos cedo novamente, agora deixando Capim Grosso, passamos por Queimadas, Cansanção onde comemos esse maravilhoso frango com farofa e uma pinguinha Jangada, aproveitando que por essas bandas ninguém nunca ouviu falar do tal do Bafômetro, ai chegamos em Monte Santo, onde fomos acolhidos muito bem pelo Padre da cidade, Sr. Vidal, que nos cercou na praça central e nos deu uma aula de História (Lampião, Antonio Conselheiro, etc...), seguimos por Euclides da Cunha e pernoitamos em Canudos.